PATRIMÔNIO LÍQUIDO – O QUE É? PARA QUE SERVE?

Tempo de leitura: 3 minutos

Já aprendemos em outro artigo que no passivo se encontram os valores referentes ao capital de terceiros, como a conta de fornecedores, bancos, impostos a pagar e etc..

Mas e quando o dinheiro vem dos próprios sócios? Qual o local que devemos alocar os valores registrados? Como é feita essa contabilização? Isso impacta o meu balanço patrimonial (BP)?

Para responder essas e outras dúvidas, vamos ao artigo de hoje que trata sobre o Patrimônio Líquido.

Sócios, reservas, lucros e prejuízos.

No patrimônio líquido, conhecido pela siga PL, ficam dispostos os valores referentes às obrigações com os sócios, ou seja, no PL estão os valores que pertencem aos donos da empresa. Para demonstrar o que foi dito, vamos a um exemplo:

patrimônio líquido 1

Em uma estrutura bem simples, temos que a empresa possui 10 mil em seu caixa e na sua contrapartida (a origem do recurso) a conta de Capital Social (CP).

A conta de CP é onde contabilizamos os valores que vem direto dos sócios e/ou controladores da empresa. No nosso exemplo, foram aportados 10 mil inicialmente. Então 100% da origem do capital (de onde o dinheiro veio) está no CP.

No exemplo 2, temos que a empresa realizou algumas transações contábeis, sendo:

a) Comprou mercadorias (5 Mil)

b) Tomou dinheiro no banco (4 Mil)

c) Comprou um carro – Imobilizado (8 Mil)

Patrimônio líquido 2

A imagem acima nos mostra que após as movimentações citadas, o BP da empresa agora possui duas fontes de recursos. A primeira no CP dentro do Patrimônio Líquido representando 71% da origem dos recursos, e a segunda na conta “Bancos”, que representa 29% da origem dos recursos.




 

Então agora você sabe que dinheiro no passivo (seja ele circulante ou não circulante) vem de terceiros, enquanto que o dinheiro dos sócios ficam alocado no PL.

No entanto existem outras contas que também ficam dentro do patrimônio líquido:

A) Capital a integralizar:

Valor aportado na empresa, porém sem disponibilização de fato dele para uso. A conta de capital a integralizar é como uma promessa de colocação de novos valores da empresa em um futuro próximo.

B) Reservas:

As contas de reservas são aquelas que possuem um saldo monetário destinado a determinado fim. Elas podem ser:

i. Reservas legais que servem como uma proteção para a empresa quando esta separa parte de seu lucro nesta conta para preservar um valor monetário utilizável em momentos de dificuldades.

ii. Reservas estatutárias que são descritas no estatuto da própria empresa e podem ter diversos objetivos como o acúmulo de recursos para a compra de uma máquina, a proteção das finanças da empresa, a modernização do imobilizado, dentre outros.

iii. Reserva de incentivos fiscais a qual serve como um fundo que aloca os valores recebidos como incentivo fiscal pelo governo.

C) Reavaliações:

As contas de reavaliações, ou “reservas de reavaliações” como também são conhecidas, é onde ficam alocados os valores referentes a reavaliações que a empresa realiza sobre seu imobilizado.

Nesse caso, a empresa contrata outra empresa especializada em mensurar quanto vale o imobilizado e, caso o valor apurado seja maior ou menor do o valor atual disposto na conta de imobilizado, a empresa deve alocar na conta de “Reavaliações” a diferença entre os valores.

D) Lucros e prejuízos:

No patrimônio líquido também ficam alocados os valores apurados no encerramento do ano pela DRE que pode ser Lucro ou Prejuízo. A “Reserva de Lucros ou Prejuízos” demonstra o quanto a empresa possui acumulado com o passar dos anos sendo um valor positivo, quando obteve lucro, e negativo quando apurou prejuízo.




 

Exemplo de um Patrimônio Líquido completo:

Patrimônio líquido 3

Então é isso! Agora você já sabe quais os diferentes tipos de patrimônio que uma empresa pode ter, sendo o Patrimônio Líquido o local onde o dinheiro inicial dos sócios e as reservas da empresa se encontram!

Se gostou compartilhe com seus amigos.

Até a próxima!

Deixe uma resposta