IMOBILIZADO – O QUE É?

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Já aprendemos em outros artigos que o balanço patrimonial é composto pelo ativo e pelo passivo, os quais contemplam os bens e direitos da empresa e também suas obrigações, respectivamente.

Mas se formos observar com mais atenção quais as contas patrimoniais estão alocadas dentro do lado do ativo, veremos que existem diversas classificações para cada ativo, tais como o estoque (aonde são contabilizados a matéria-prima e os produtos fabricados), a conta de clientes (direito de recebimento em contrapartida de uma venda) e também a conta de imobilizado.

Mas afinal, o que tem dentro da conta do imobilizado?

Por cima eu sei mais ou menos que lá ficam os prédios e as instalações da empresa, além de outros bens como automóveis e máquinas. Mas você sabia que no imobilizado também ficam bens intangíveis (como marcas e patentes)?

Para sanar as dúvidas dos nossos leitores, o artigo de hoje é destinado a conta “Imobilizado”! Vamos ao conteúdo.




 

Imobilizado, o que é e para que serve?

No imobilizado encontram-se os bens patrimoniais da empresa, ou seja, nesta parte do ativo são registrados contabilmente os valores que se referem aos bens que a empresa utiliza para tocar suas atividades.

Ele fica alocado na parte inferior da esquerda de um balanço patrimonial conforme no desenho abaixo:

Sendo assim, no imobilizado podemos encontrar os valores relacionados à:

a) Prédios administrativos, galpões das fábricas, terrenos para uso e etc.

b) Máquinas e equipamentos necessários à prestação de serviço ou a produção de mercadorias.

c) Automóveis como carros da equipe comercial e diretores, caminhões de entrega, motocicletas e etc.

d) Bens utilizados na parte administrativa: móveis de escritório, computadores, cadeiras, grampeadores e demais utensílios.

Uma das principais características dos ativos que estão alocados na conta do imobilizado e pode ser a dica para saber se algo deve ou não ser alocado lá, é a verificação do tempo médio que a empresa pretende manter este bem.

Por exemplo, um prédio que é utilizado para comportar a parte administrativa de uma companhia não será algo que a empresa venderá de forma rápida ou nem como primeira alternativa na hora de levantar recursos, sendo assim, imagina-se que a empresa permanecerá com este bem (o prédio) por um longo período de tempo, devendo ser classificado no ativo permanente.




 

Outra característica dos bens alocados no imobilizado é que deve haver a perspectiva de uso desse bem para benefícios econômicos, ou seja, eu vou utilizar aquele bem com a esperança de um retorno financeiro (como quando utilizo máquinas para fabricar produtos, vende-los e lucrar com a sua venda).

Intangível, a marca vale alguma coisa?

No ativo permanente também fica uma conta chamada “Intangível” a qual são registrados valores contábeis de bens não corpóreos, ou seja, que não tem substância física ou palpável como um prédio, um carro ou uma máquina.

Mas Denis, como eu mensuro o valor de uma coisa que não consigo nem pegar?

Nem sempre é fácil fazer a mensuração de um bem tangível de uma empresa, tanto que existem consultorias especializadas somente nessa missão, porém, às vezes é possível termos uma mensuração de alguns bens tangíveis. Nesta conta estão alocados os ativos como:

a) Marcas: quanto vale a Apple, o Google, a Ambev ou as Casas Bahia?

b) Patentes: patente de um novo modelo de carro que economiza mais e percorre maiores distâncias ou de uma máquina que utiliza menos material para produzir um bem.

c) Sistemas e softwares: sistemas da empresa que são utilizados no dia a dia das operações da companhia.

d) Goodwill: valores referentes à marca ou a valorização de preços destas.

Como contabilizar um Imobilizado?

Será que devo colocar o valor do prédio no imobilizado? Mas qual valor? O que eu paguei pela compra ou o valor venal? Calma! A contabilização de um imobilizado é relativamente simples.

Para contabilizar um imobilizado devem ser levados em conta basicamente dois conceitos:

1º) O valor exato pago por determinado bem no momento da aquisição (levando em conta os valores com impostos, taxas e despesas, além de descontos comerciais que diminuem o valor pago).

2º) Custos relacionados com a instalação, montagem, manutenção ou preparação do bem para uso.

Vamos a um exemplo!

“João tem uma gráfica e precisa comprar uma máquina nova para aumentar sua base de clientes. Sendo assim, ele vai a uma loja e encomenda uma nova impressora. O valor original da máquina é de R$ 15.000,00 a prazo e R$ 13.000,00 a vista. João decide comprar a vista com o desconto, porém ainda precisa pagar o valor de 10% sobre os quinze mil originais como imposto de importação dessa máquina que é produzida na Alemanha. No total, a máquina saiu por R$ 14.500,00. Só que ainda há um problema… a máquina precisa ser instalada e o preço deste serviço custa R$ 500,00. No fim, João gastou R$ 15.000,00 para adquirir a máquina e esse é o preço a ser contabilizado em seu balanço patrimonial”.




 

Depreciação e o valor das coisas.

Máquinas, prédios e equipamentos sofrem um processo de perda de valores com o passar do tempo e com a entrada de novas tecnologias. Uma máquina fabricada em 1990 dificilmente poderá ser aproveitada nos dias de hoje, uma vez que as empresas em geral tendem a se inovar e se atualizar para poder estar em linha com as demais concorrentes de mercado.

Sendo assim, existe uma técnica contábil para apurar o valor que o imobilizado perde com o passar do tempo e que deve ser registrado no balanço para que qualquer um que for ler os números da empresa possa ter uma noção real de qual o valor monetário do ativo permanente da companhia.

Para aprender as técnicas e macetes da depreciação, clique aqui.

Há também mais duas contas que algumas empresas possuem e que são alocadas no Ativo permanente, sendo elas a de Investimentos em coligadas/controladas e Investimentos.

Então é isso! Agora você já sabe quais os itens compõem o imobilizado e como os bens da empresa perdem seus valores no decorrer do tempo.

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Até a próxima!

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