IFRS, as normas internacionais de contabilidade.

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Ao longo do tempo, diversas ciências foram sendo desenvolvidas e aprimoradas de tal modo que a vida da população como um todo pode se desenvolver.

Medicina, mecânica, elétrica… esses são alguns exemplos de áreas do conhecimento que, após aprimoramento, melhoraram a sociedade e permitiram uma melhor organização.

No que tange a vida das empresas, o desenvolvimento nas áreas de administração, finanças e marketing contribuíram para a longevidade das pessoas jurídicas, bem como a área contábil, a qual passou por diversas modificações desde a sua origem até a criação de seus princípios fundamentais.

No entanto, chegou um momento em que as empresas estavam tão interligadas e suas operações já se expandiam pelas fronteiras dos países, que a globalização deixou o mundo pequeno para o crescimento de algumas companhias.




 

Neste momento, houve um grande problema! Como as empresas de diferentes países iriam “conversar” entre si? Como contabilizar o caixa, o estoque, as dívidas bancárias e o PL sendo que cada lugar do mundo realiza um método de contabilização diferente, cada qual com seus princípios e regras?

Chegou uma hora em que se fez necessário à conversão de diferentes normas ao redor do mundo em apenas um único método a fim de facilitar a análise e fiscalização das empresas, não importa em que lugar do mundo você esteja. Para isso, foram elaboradas as normas IFRS.

IFRS, as normas internacionais.

A sigla IFRS é a junção das iniciais das palavras International Financial Reporting Standards que em português significa Normas Internacionais de Informação Financeira, conhecida como as normas internacionais de contabilidade.

Essas normas visam a padronização das práticas contábeis ao redor do mundo, trazendo melhor conversibilidade entre empresas que possuem filiais, coligadas e controladas em diversos países, bem como a possibilidade da correta interpretação contábil por analistas de todos os lugares.

As normas de padronização são constantemente revisadas e aprimoradas, buscando atualizar as empresas na melhor maneira possível da contabilização de seus números em padrão internacional.

O órgão responsável pela elaboração do IRFS é o International Accounting Standards Board (Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade), conhecido mundialmente pela sigla IASB.




 

No Brasil, quem cuida da adaptação (e também tradução) das normas emitidas pelo IASB é o CPC ou Conselho de Pronunciamentos Contábeis, responsável pela adequação da convergência entre as normas contábeis brasileiras e as internacionais.

O CPC nasceu do esforço conjunto de diversas instituições e empresas que buscavam aprimorar os métodos de aplicação das normas contábeis no Brasil, dentre eles o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Fipecafi, a Bovespa, a CVM, dentre outros.

Por aqui as normas internacionais foram transformadas em pronunciamentos, os quais servem para explicar com riqueza de detalhes como devem ser feitas as novas contabilizações já respeitando o acordo de internacionalização das normas. Iniciados em 2010, hoje existem mais de 40 pronunciamentos tratando de assuntos que vão desde a contabilização de Ativos intangíveis, passando por estoques e demonstrações combinadas.

Para conferir a lista completa dos documentos emitidos pelo Conselho de Pronunciamentos Contábeis, clique nos links abaixo:

Pronunciamentos contábeis.

Interpretações contábeis.

Orientações contábeis.

Revisões contábeis.

Caso você ache que os pronunciamentos contábeis sejam muito extensos e até um pouco cansativos (o que de fato são), basta realizar uma pesquisa na internet através de sites de busca para encontrar os resumos dos CPCs de forma simplificada.

 Investidores globais, preocupações locais.

Os investidores antigamente possuíam grande dificuldade em analisar e acompanhar empresas que estavam fora de seu país de origem, uma vez que a contabilização dos números divergiam em alguns pontos, o que podia gerar erros de avaliação.

Imagine olhar um balanço que possui R$ 100 Milhões de lucro e descobrir que na verdade, devido ao método de contabilização, esse lucro na verdade é de apenas R$ 50 Milhões?!

Tudo bem, cinquenta milhões ainda é um número considerável, mas cair o valor de uma conta contábil pela metade é algo realmente preocupante… ainda mais se essa “diferença” for devido a uma divergência contábil.

Antes do IFRS, para um analista recomendar a compra ou a venda de uma ação de uma empresa estrangeira era algo arriscado, quando não se tinha certeza do método de contabilização realizado pela contabilidade do país.

Frequentemente, olhar balanços patrimoniais de empresas norte-americanas e europeias causava grandes confusões para os contadores brasileiros, quando estes enxergavam números e princípios diferentes dos que nós estávamos acostumados a analisar.

Com a padronização, não só investir lá fora ficou mais fácil como também o Brasil se tornou mais interessantes para os estrangeiros que passaram a entender melhor como funcionavam as empresas brasileiras.

Atualização às novas normas contábeis

Apesar dos CPCs e do IFRS já estarem sendo implementados há algum tempo (desde 2010), muitas empresas ainda sentem dificuldade em aplicar todas as novas regras contábeis que foram revistas a fim de estar em conformidade com o novo padrão internacional.




 

Além das empresas, muitos profissionais se formaram antes da entrada das novas regras, o que gerou grandes impactos entre o que estes profissionais estavam acostumados a fazer e os novos métodos agora obrigatórios.

Por isso, é de extrema importância que a empresa esteja atenta às novas normas de tal modo que evite complicações junto ao governo e consequentemente multas a pagar.

Sendo assim, a empresa deve seguir alguns procedimentos para a correta aplicação do IFRS em sua contabilidade:

1º: Reunir os funcionários da área contábil para verificação dos conhecimentos necessários à implementação do IFRS.

2º: Realização de cursos e treinamentos para aprendizado das novas normas.

3º: Verificações de quais normas devem ser aplicadas na empresa, baseadas nos novos modelos dos CPCs.

4º: Aplicação das práticas contábeis frente às antigas normas através de um cronograma com prazos para a total adoção do regulamento IFRS. Lembrando também de adotar um sistema atualizado e compatível com o IFRS.

5º: Realização de auditoria externa para verificação da conformidade da contabilidade em acordo com as novas práticas contábeis.

Então é isso! Agora que você já conhece os pronunciamentos contábeis, já pode aplicar as normas internacionais em sua empresa!

Até a próxima!

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