ESTOQUE – O QUE É? PARA QUE SERVE?

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Quando vamos ao supermercado realizar a compra de mantimentos para nos alimentar durante a semana ou, às vezes durante o mês inteiro, dizemos que estamos “fazendo estoque” dos produtos.

Por definição do dicionário, estoque é a quantidade de bens ou mercadorias de que se dispõem, ou seja, no estoque está guardado o material que terá algum fim no futuro, podendo ele ser uma venda ou o consumo.

A origem do estoque vem de muito tempo atrás, quando as antigas civilizações realizavam um controle primitivo de todos os bens que possuíam na época. Os egípcios, por exemplo, realizavam o controle de grãos e cereais que dispunham para se alimentar, advindos de suas plantações.

Tempos depois, os pastores realizavam o controle do total de animais que possuíam e que estavam sob sua proteção.

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Como dito, o estoque era feito de forma rudimentar e sem muitas técnicas. Basicamente, tratava-se de verificar quanto de determinada mercadoria existia na “data 1”, quanto foi consumido durante certo período, e por fim quando havia sobrado de mercadorias na “data 2”. Nada muito complexo.

Com o passar do tempo, técnicas de controle foram sendo desenvolvidas a fim de aprimorar os métodos de estocagem como a verificação de perdas residuais, o controle de entrada e saída, o método de apuração dos valores das mercadorias do estoque, dentre outros.

E quando estamos falando de contabilidade, estoque é a conta localizada no Ativo Circulante utilizada para registrar os valores de todos os bens que a empresa possui, dentre eles:

a) Estoque de materiais para produção:

Conhecido também como estoque de matéria-prima, este tipo de estoque é onde ficam contabilizados os materiais necessários à fabricação dos produtos que a empresa comercializará, como ferro, madeira, parafusos, chapas, plástico, soja, açúcar e muitos outros.




 

Cada empresa possui um estoque de materiais de produção diferente, baseado no tipo de produto que ela fabrica.

b) Estoque produtivo/operacional:

Apesar de importante, nem todas as empresas contabilizam este tipo de estoque em seus balanços patrimoniais.

O Estoque Operacional refere-se aos materiais utilizados em auxílio à produção como peças de reposição de uma máquina, aditivos ou lubrificantes para manter o processo produtivo.

c) Estoque de produtos acabados:

Nesta conta, encontram-se os produtos que já passaram pelo processo produtivo e encontram-se em plena disposição da empresa para serem comercializados.

d) Estoque de materiais em produção:

Muitas empresas vendem produtos que demoram mais do que algumas horas para serem fabricados, como um caminhão ou um navio, por exemplo, que não são montados do dia para a noite. Mas então como contabilizar tal produto?

Como ele não estará pronto logo no primeiro dia, não podemos contabilizá-lo na conta de “estoque de produtos acabados” e como não é mais matéria prima, não podemos deixa-lo também na conta de “estoque de materiais para produção”.

Sendo assim, criou-se um meio intermediário onde ficariam registrados os valores referentes aos produtos que se encontram ainda em elaboração.

e) Estoque para revenda:

A conta de estoque de materiais para revenda é contabilizada em empresas que realizam apenas a compra e venda de mercadorias diretas para seus clientes, sem de fato produzir algo.

f) Estoque de utensílios:

Aqui se encontram os materiais que não entram na produção da empresa, porém, são utilizados pela parte administrativa como lápis, folhas sulfite, cartuchos de impressora, canetas e afins.

Gestão de estoques.

A gestão de estoque é uma importante ferramenta utilizada pela administração da empresa quando esta pode se utilizar de um volume maior ou menor de mercadorias para controlar seus custos e despesas operacionais, elevando a produtividade da companhia e tornando-a mais lucrativa.

O primeiro ponto observado na constituição de estoques de produtos acabados é a vantagem de a empresa ter disponível uma quantidade de bens que assegure a venda regular de mercadorias, suportando momentos de “estresse” com grandes pedidos de clientes, ou dando suporte em algum imprevisto como, por exemplo, no caso de alguma máquina parar ou até em casos de greve de funcionários.

Em relação aos custos, sabe-se que a produção em linha diminui o valor gasto para fabricação de mercadorias, uma vez que manter as máquinas e o pessoal trabalhando por longos períodos (respeitando-se, é claro, as leis trabalhistas) “dilui” os gastos entre todas as mercadorias, principalmente no que tange os custos fixos.




 

Pelo lado da matéria-prima, manter um estoque de insumos se faz importante quando uma compra de grandes quantidades tende a baratear o valor pago, diminuindo também o custo do frete da empresa, quando ele é realizado poucas vezes.

Um bom controle de estoque de matéria-prima faz com que a empresa tenha gastos menores para fabricar seus produtos, o que no fim resulta em produtos mais baratos e consequentemente maiores lucros.

Por outro lado, muitas empresas não conseguem trabalhar com grandes estoques uma vez que comercializam produtos perecíveis, os quais não são possíveis manter por longos períodos de tempo em depósito.

Métodos de avaliações de estoques

Para se contabilizar um estoque, não basta apenas somar o valor das novas mercadorias que entram ou tampouco subtrair o valor daquelas que saem. Na forma correta, existem três principais métodos de avaliação de estoques que toda empresa deve estudar a fim de manter um controle sobre sua produção.

Quer saber mais sobre como realizar a correta avaliação e gestão dos seus estoques? Nós já temos alguns materiais prontos para você! Clique aqui e confira a parte 2 do artigo ou clique aqui e confira a parte 3!

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Até a próxima!

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