Depreciação, parte 2.

Depreciação, parte 2.

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Continuando nosso artigo sobre depreciação (clique aqui para ler a primeira parte), vamos abordar nesta segunda parte a depreciação na compra de bens já usados (que tem depreciação em outra empresa).

Bens usados, como se deprecia?

Por vezes as empresas não realizam compras de máquinas e equipamentos diretos de fornecedores ou lojas especializadas, recorrendo à compra dos maquinários necessários com empresas que estão vendendo seu próprio imobilizado.

Mas porque empresas compram imobilizado umas das outras?

Nem sempre todas as empresas possuem capital disponível para atualização de máquinas e equipamentos sempre que há melhores modelos no mercado. Apesar de a atualização de imobilizado ser uma boa prática de gestão, empresas de pequeno e médio porte precisam se adaptar conforme sua capacidade financeira e produtiva. Sendo assim, muitas PMEs recorrem à compra de imobilizado de empresas que estão se desfazendo de seu ativo permanente.

Nesses casos, como a máquina não é nova, deve-se respeitar algumas regras de depreciação de ativos, levando-se em conta o fato de o bem já possuir depreciação acumulada advinda da empresa em que estava.

No caso da compra de um imobilizado já depreciado, a empresa que o adquiriu deve utilizar uma das duas regras abaixo, sendo:

a) 50% do prazo de vida útil caso o bem fosse novo.

OU

b) Tempo restante de vida útil do bem, levando em conta a data de seu primeiro uso.

IMPORTANTE: utiliza-se apenas UM dos métodos de depreciação, devendo a opção ser aquela que for o maior prazo de vida útil do bem adquirido.




Vamos a um exemplo:

“A empresa HIGHTECH trabalha com computadores de última geração para atender a demanda de seus clientes, trocando de máquinas a cada dois anos a fim de acompanhar as últimas novidades. Já a empresa LOWTECH trabalha com um público um pouco menos exigente e, portanto, realiza a utilização de máquinas de até 5 anos de vida.

Como a taxa de depreciação de um computador é de 5 anos (20% ao ano), a empresa LOWTECH realizaria a depreciação de forma normal até a máquina estar totalmente depreciada (valor contábil de zero).

No entanto, a LOWTECH quer aproveitar a oportunidade de preços e decide comprar os computadores que a HIGHTECH está se desfazendo. Como a HIGHTECH ficou dois anos com os computadores (que custaram R$ 1.000), atualmente o valor contábil está em R$ 600,00 (já foram depreciados 40% ou R$ 400,00). Se a vida útil de um computador é de 5 anos e já se passaram 3, a LOWTECH não pode simplesmente começar do zero a contagem, devendo se utilizar de uma das regras citadas acima.”

Vejamos o cálculo:

a) 50% do prazo de vida útil caso o bem fosse novo:

Se levássemos em conta 50% do prazo de vida útil de um computador, estaríamos falando de 2,5 anos de vida, ou R$ 500,00.

b) Tempo restante de vida útil do bem, levando em conta a data de seu primeiro uso.

A HIGHTECH comprou seu computador no início do ano 1 e vendeu este no fim do ano 2, acumulando assim 2 anos de depreciação. Se um computador precisa de 5 anos para se depreciar e já se passaram 2, temos então um total de 3 anos ainda pela frente.

Vamos pensar: A regra diz que deve ser levado em conta o prazo maior de vida útil restante entre as opções “A” e “B”. No nosso exemplo, A são 2,5 anos (50%) e B 3 anos (60%). Nesse caso escolheríamos a opção B, sendo esta a maior.

Desse modo a LOWTECH ainda teria 3 anos disponíveis para depreciar seu imobilizado que corresponde a compra de computadores.

Na parte 3 dos artigos sobre depreciação (clique aqui para ler), conheça os modelos de depreciação!

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Até a próxima.

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