Capital Circulante Líquido, o ar das empresas!

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Todo mês é a mesma coisa. Você trabalha durante os dias da semana (e alguns aos finais de semana) e no final do mês vem a recompensa por ter dado sangue e suor nas tarefas diárias: o salário.

Nós então, utilizamos o valor recebido para realizar o pagamento das contas dos produtos, bens e serviços que utilizamos ao longo deste mesmo mês, como água, luz, telefone, gás, restaurantes, mensalidade do carro, seguro da casa, escola dos filhos e etc.

Mas o que acontece se nós tivermos despesas maiores do que as receitas? Nesse caso temos três opções:

a) diminuir os gastos e torná-los compatíveis com a receita.

b) aumentar a receita (salário) com bicos, hora extra ou até um emprego novo.

c) tomar dinheiro emprestado.

Sobre a terceira opção, é muito comum uma pessoa ir ao banco solicitar um empréstimo pessoal com o objetivo de realizar o pagamento pela compra de algo que nós não temos dinheiro suficiente para adquirir. Ao tomarmos recursos junto ao banco, nós contraímos uma dívida.

No caso das empresas, elas também podem precisar de dinheiro emprestado para honrar os seus pagamentos e esse é justamente o tema de hoje. Neste artigo, vamos observar como funciona essa tomada de recursos com bancos e terceiros e como isso impacta as finanças empresariais. Vamos ao conteúdo!

O que eu tenho versus o que eu preciso.

Assim como uma pessoa física (nós cidadãos), é muito comum uma pessoa jurídica (empresas) precisarem de recursos advindos de bancos e outras instituições financeiras como complemente de entrada de dinheiro para o pagamento de suas obrigações.

Por vezes, a empresa realiza a venda de seus produtos com o prazo de parcelamento de 90 dias aos seus clientes. Deste modo, vendendo um produto hoje ela esperará 3 meses para receber os valores da transação.

Por outro lado, a empresa possui a conta de fornecedores os quais vendem seus produtos como matéria-prima, máquinas, equipamentos e etc. à empresa para esta poder fabricar suas mercadorias. Vamos imaginar, por exemplo, que nossos fornecedores realizem a venda a prazo com 60 dias sem juros.

E o que acontece quando nós vamos receber um valor daqui a três meses, porém ao mesmo tempo temos um valor a pagar no prazo de 2 meses? Essa conta não fecha, certo? Nós teremos que pagar nossas contas um mês antes de recebermos os valores devidos pela nossa venda.

Isso soa estranho e errado! Mas é assim mesmo que funcionam muitas empresas.

Por mais esquisito que possa soar, muitas empresas possuem um fluxo de caixa de recebimentos versus pagamentos no qual as contas a pagar vencem antes das datas de contas a receber, causando um desencontro de datas conhecido como gap (do Inglês espaço). No intuito de preencher essa lacuna de tempo (ou gap de tempo), muitas empresas recorrem aos bancos que lhes oferece linhas de crédito para aliviar a necessidade de caixa da empresa.[/vc_column_text][vc_column_text]




[/vc_column_text][vc_column_text]Ativo circulante x passivo circulante

Você se lembra do que vimos sobre o ativo circulante e sobre o passivo circulante? Nestas duas partes do Balanço Patrimonial são classificadas as contas que receberemos/utilizaremos em um prazo inferior a 365 dias (no caso do ativo) e nas obrigações a pagar no prazo menor que 365 dias (no caso do passivo).

Mais do que apenas um local para registro de contas com prazos inferiores a um ano, as contas circulantes nos mostram quais as obrigações e direitos no curto prazo da empresa, ou seja, como é o fluxo de caixa das atividades operacionais da companhia.

O indicativo que demonstra se uma empresa possui um fluxo de caixa saudável é o Capital Circulante Líquido (CCL),utilizado para mensurarmos quantos valores em ativo temos para cada valor no passivo. O cálculo funciona assim:

No nosso exemplo, o Ativo Circulante (AC) é de R$ 750 Mil enquanto nosso Passivo Circulante (PC) é de R$ 413 Mil. Nesse caso, temos mais valores disponíveis (caixa) e valores a receber (clientes) mais vendas a realizar (estoques), do que contas a pagar (Bancos, Fornecedores e Salários).

No exemplo acima temos um saldo positivo no confronto entre AC (750) – PC (413) = CCL (337). O resultado ficou positivo em R$ 337 Mil reais, ou seja, a empresa consegue girar sua operação e atividade apenas com dinheiro próprio. Mas o que aconteceria por exemplo de o AC fosse de R$ 750 Mil enquanto o PC de R$ 950 Mil?

AC (750) – PC (950) = CCL negativo (-250)

Nesse caso, o CCL seria negativo, o que demonstraria que a empresa não consegue realizar suas atividades mensais apenas com o dinheiro advindo do próprio negócio, sendo necessário a reorganização da gestão da empresa e a tomada de recursos com terceiros (bancos e/ou sócios).[/vc_column_text][vc_column_text]




[/vc_column_text][vc_column_text]Conclusão

Uma empresa que possui um CCL positivo geralmente possui uma longevidade maior, uma vez que consegue realizar a gestão do seu dia a dia com maior tranquilidade. Já uma empresa com CCL negativo necessita de constantes empréstimos financeiros para honrar seus pagamentos, o que pode encarecer sua produção e levar a empresa à falência devido ao elevado número de dívidas e o pagamento de juros sobre os empréstimos.

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