ANO FISCAL – O QUE É? PARA QUE SERVE?

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Sempre que vamos iniciar um projeto ou plano é comum demarcarmos uma data inicial e também uma data limite onde espera-se ter o projeto finalizado. Imaginemos, por exemplo, que decidimos economizar dinheiro durante um ano todo, mesmo já estando em Abril.

Desse modo, começaremos o registro de nossas receitas e gastos ao longo de todo esse ano para que em Abril do próximo ano possamos verificar se tivemos sucesso em nossa empreitada ou se fracassamos nela.

Com uma empresa acontece a mesma coisa!

Todo ano o alto escalão da empresa se reúne (ou pelo menos deveria fazer isso) para analisar o que ocorreu no ano que se passou e planejar quais serão as metas para o ano seguinte dentro de determinado prazo.

(Clique aqui e entenda o budget de uma empresa).

Esse prazo pode ser de Janeiro à Dezembro, Março à Março ou até de Agosto à Agosto. A data inicial em si não importa, sendo de real importância sua duração. Esse prazo de um ano é conhecido na contabilidade como ano fiscal, tema no nosso artigo de hoje.

Ano fiscal, dia 1º e dia XXXº.

Um ano fiscal é o período de tempo em que as empresas utilizam para registrar contabilmente todas as entradas e saídas de recursos para que ao fim desse período possa ser possível a mensuração do resultado da empresa através de um balanço patrimonial e uma DRE.




 

Esse período é utilizado para que tenhamos uma noção de variação que ocorreu dentro de doze meses para podermos comparar a evolução da empresa no mês 1 até o mês 12, verificando se ela atingiu um resultado positivo (lucro) ou negativo (prejuízo).

“Mas Denis… esse ano fiscal sempre tem doze meses?”

Sim, caro leitor! Os anos, ou exercícios fiscais, são um bloco fechado de doze meses de registros contábeis. No entanto, repare que estes doze meses podem ser lidos de duas maneiras, baseados no número de dias que se adota para eles:

  • Ano Civil (365 dias): o ano civil leva em conta o número de dias que existem dentro de um ano inteiro (desconsiderando anos bissextos).
  • Ano Comercial (360 dias): é utilizado na contabilidade para facilitar cálculos, quando estima que todos os meses possuem em média 30 dias fechados.

Exceções: algumas empresas possuem um ciclo de funcionamento (ciclo operacional) diferente das demais. Nesses casos, utilizar doze meses para verificar sua evolução contábil não é totalmente apropriado, podendo ocorrer pequenas distorções.

Imaginemos uma empresa que planta um tipo de commodity que demora 18 meses para ficar crescer, se desenvolver e ser colhida. Nesse caso, se utilizássemos apenas os 12 meses comuns à maioria das empresas veríamos um resultado distorcido e pela “metade”, parecendo que a empresa encerrou seu ano fiscal incorretamente.

Nestes casos, as empresas geralmente possuem dois tipos de balanços patrimoniais: a) o balanço contábil respeitando os 12 meses utilizados pela maioria das empresas e b) o balanço gerencial com o período de 18 meses (no nosso exemplo) completos.

“Entendi! Então todos os anos fiscais começam em Janeiro e se encerram em Dezembro, certo?”

Errado!!!




 

Nós dissemos que um ano fiscal dura 12 meses, mas não necessariamente os doze meses normais do calendário (Janeiro – Dezembro). É possível encontrar diversas empresas que possuem balanços fechados entre Março-Fevereiro ou Setembro-Agosto.

No Brasil, para fins fiscais (cobrança de impostos), o governo leva em conta o ano normal entre Jan-Dez, apurando o valor devido de impostos ao fim desse período. Já em outros países é comum termos datas diferentes, tais como:

Japão: Março – Março

Índia: Março – Março

EUA: Os EUA possuem algumas empresas com anos fiscais diferentes:

Microsoft: Julho-Julho

Oracle: Maio-Maio

Então é isso! Agora que você já sabe o que é um ano fiscal e como aplica-lo, já pode planejar os próximos passos da sua empresa levando em conta os doze meses!

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Até a próxima!

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